Tal dia como hoje entre 1897 e 1890 nascia Carlos Gardel, o nome próprio do tango, ritmo tópico da Argentina (como o fado de Portugal, a moinheira da Galiza ou o samba do Brasil), por muito que o cantante e compositor não fora argentino de nascença, mas de criança. Na sua memória, na Argentina celebra-se hoje o Dia do Tango.
Mais uma vez, sinto (sã) inveja dos catalães. Nesse país têm um presidente, José Montilla, de origem espanhola. Nada mais ser eleito, ciente das suas carências linguísticas, Montilla assumiu a obriga moral de melhorar a qualidade do seu catalão recebendo aulas duas vezes por semana.
No entanto, e apesar do seu notável esforço e dos evidentes progressos, na televisão pública catalã (a TV3) não duvidam em parodiar publicamente o (mau) jeito de falar do seu presidente. De todos os vídeos de Polònia (o mais conhecido programa de humor da TV3) nos quais sai Montilla, talvez o que resulta mais esclarecedor e hilarante seja o que reproduzo neste post e que podemos ver transcrito aqui, com deturpações do estilo de ‘amigus’ (amics, amigos), ‘passamus’ (passem, passamos) e outras.
E enquanto um presidente intenta melhorar a qualidade de um idioma no qual não se criou, e enquanto a sua televisão pública não hesita em ridiculizá-lo, no nosso país as únicas críticas à qualidade do seu presidente aparecem na rede, nunca se menciona o tema nos meios públicos e, que saibamos, esse presidente não realizou qualquer propósito de melhora de uma língua que maltrata a diário.
Sediam’eu ontem pola manhã na capital e vi passar diante minha um carro similar ao da imagem da esquerda, que vem sendo um SEAT da série Marbella e da gama black, ou seja, preto/negro.
Com efeito, veio-me à cabeça de forma quase instantânea uma piada do mais evidente e com inegáveis conotações cachulescas: Marbella, de toda a vida, em negro/preto (o dinheiro, é claro). E para quem não lembre do carro esse e da pintada de trás Marbella black (ou blue, ou green, ou tal segundo a gama), acompanho a ligação ao vídeo difundido na afastada Itália de 1989.
Segundo post consecutivo sobre Bélgica. Com efeito, é um Estado que namora, especialmente a sua capital, Bruxelas, talvez a verdadeira e única cidade europeia. Em Bruxelas praticamente todas as pessoas falam ao menos dous idiomas (francês e neerlandês/flamengo), e a maior parte (sobretudo nos comércios) costumam dominar três (francês, neerlandês/flamengo e inglês) e arranham também algum outro (geralmente alemão, italiano, português ou castelhano).
Numa ocasião com um grupo de companheiras e companheiros fomos cear a um estabelecimento equivalente às cafetarias-restaurantes para gente universitária. Éramos várias pessoas e pedimos a ceia em vários idiomas diferentes, a saber: dinamarquês, alemão, francês, inglês… e galego.
Não se tratava apenas do nome dos pratos, mas também das bebidas e da sobremesa, quantidades, etc. No meio dos risos das pessoas que nos atenderam, engraçadas com a stiuação, e também entre os nossos próprios risos, tudo foi servido à pessoa indicada, sem falhas, com sal ou sem sal, com molho ou sem ele, com tal ou qual mudança de ingrediente. Tudo perfeito e sem que tivéssemos de fazer aclarações adicionais.
Alguém consegue imaginar algo similar na ‘plural’ Espanha, que se pedes algo num idioma que não seja castelhano a melhor reacção pode ser uma cara de surpresa, quando não de nojo? Na mesma Espanha onde a reacção mais habitual para não-falantes da língua cervantina é «no entiendo» / «habla castellano»?
Ultimamente fala-se muito da ruptura em Bélgica entre os valões (francófonos) e os flamengos (neerlandófonos… reintegracionistas :-D). No entanto, trata-se de uma divisão lógica em todas aos Estados criados de forma artificial, principalmente quando uma parte da sociedade pretende impor-lhe a língua e a cultura à outra, e sobretudo quando isso implica merma dos direitos.
Contudo, Bélgica é hoje em dia um espelho no qual se mirar. É um exemplo da luita polas liberdades linguísticas (dos flamengos face aos valões), um caso de vitória do reintegracionismo (consagrando o flamengo como o mesmo idioma que o neerlandês, cedendo no necessário), mas também um caso do bom funcionamento de uma política linguística de carácter nacional. [+…] »
Tots els que em coneixeu sabeu que jo tinc una predilecció especial per Catalunya i les coses catalanes. No vol dir això que tingui guanyes d’ésser català; ni tan sols vol dir que vulgui per a Galiza les mateixes coses que per a Catalunya.
La proximitat que sento pel País Català es deu, d’una part, a la família que hi tinc. D’altra, a la sana enveja per l’amor que els catalans mostren per les coses catalanes. Tanmateix, crec que n’hi ha solucions i idees que podríem importar-ne, ja que han demostrat sobradament que funcionen.
A més, la societat catalana participa activament a la vida política del seu país, una vera mostra de salut democràtica i madurés social (malgrat que sigui per votar blanc o abstenció). Són tantes les coses que podríem aprendre-n’hi, que fa mal escoltar sovint insults vers Catalunya i els catalans. Amar la pròpia terra n’és delicte. No pot ésser-lo.
Deixo-vos a capa das versões electrónicas de El País e Libération. As capturas de ecrã foram tomadas o dia 6 de Fevereiro ao meio-dia. É sobejamente conhecida a influência (sobretudo a nível de tendências) que o rotativo francês tem sobre o espanhol, mas nem tanto nas edições electrónicas. Porém, e chegado a este caso particular, a pergunta é óbvia: quem copia quem?
Elpais.es, 6 de Fevereiro
Libération.fr, 6 de Fevereiro
. . . . . NOTA: este post está dedicado à pessoa que me deu a conhecer estas ‘coincidências’. Essa pessoa é, por certo, a minha melhor amiga.
Galeguzo : Cache Maria, agora que me ia desintoxicar dos blogues... voooou!
maría : nominado quedas a un memo... polo meu blogue tes as instruccións
Galeguzo : Maaaano! ;D
maninho : maninho
Galeguzo : Pois obrigado por testares este trebelho... ainda que vou ter de procurar algo melhor que me acresça as datas
Um outro que se pa : Pouca cousa. Apenas parabéns pelo blogue. Queria provar o trevelho...
Galeguzo : 28 de Abril: O Pasquim n.º 10 já está nas bancas do país, oh yeah (mais uma vez)!
Galeguzo : 23 de Abril: esta noite maqueta-se O Pasquim, oh yeah!
Galeguzo : Pois nem ideia, María :p
Maria : Unha pregunta, nos hospitais galegos (en concreto nos de Vigo) hai Wifi?
Galeguzo : testando se isto furrula após a actualização
Galeguzo : Ei galega! onde põe "guest_números" tendes de pôr o vosso nome (se quiserdes, é claro [escrevi a 9 de Abril]
Flip' : ai galera
guest_3461 : nov
guest_3461 : iai
María : boh, sintome mal... vale que coa miña avoa non me levo pero se o lee vou ter problemas en fin, a ver se así aprende un anaquiño dos meus gustos Obrigado pola nominación
Galeguzo : @maria: hehehe
María : Bem... xa tes o meu meme no meu blogue... por certo, espero que os aludidos non lean o meu blogue
Galeguzo : Ala, mais casórios na minha família :-s
Maria : Pero eso, creo que non e novo, creo que foi en agosto ou tal vez en Xullo, non sei que papeis tiven que arranxar no UXA e na fotocopiadora que hai enriba do rincon de vagar, unha senhora, estaba comentando que ela traballaba para unha coperativa, que estaban subindo o prezo do leite e que eles non vian nengun so centimo desa subida, ainda por riba, agora entraba no grupo de autonomos e non estaban nada ledos. E polo de actualizar o meu blogue... e por darlle un toque mais cultural... hehehe Beij
Galeguzo : E com queres que actualize o teu blogue :)? A imagem é dos protestos dos produtores de leite, para quem o custo de tudo subiu, e ainda por riba querem-lhes pagar menos polo leite
María : oes... que eu teño unha conexion peor cas tercermundistas e non podo ver a foto que puxeches hoxe... e xa de paso, cando teñas un anaquiño, podías actualizar o meu blogue, que está máis parado que a poboación española... bicos
Galeguzo : Sexta-feira 7 de Março às 20h, TOD@S no Obelisco da Corunha! Convoca: «link»
Galeguzo : Ainda com jet-lag de Madrid (que vivem a uma hora mais do que nós :p)
Galeguzo : Vendo/ouvindo o debate a três bandas na TVG
Galeguzo : Cumprirá "beliscá-los" bem! Cada vez que os escuito ou leio dá-me uma raiva tremenda, quase dão ganas de emigrar para não saber mais nada deste país :-s
xo : é só por provar o aparelho e dizer que nos vemos na zona do belisco o 7M.
Galeguzo : Tenho q ver se a este cacharro lhe podo indicar quanto se escreveu tal ou qual mensagem, que se não é um pouco 'enútil'
Galeguzo : Novo, novo
araldeira : Glub! um trebelho novo!
Galeguzo : Precisas um computador? Pede-lho a Zapatero: «link»
Galeguzo : Saúdos, "Odemo" Agora mesmo estou a ouvir uma interessante entrevista sobre topónimos do país na Rádio Galega