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Archive for lugarónimos

Toponímia, culpável da demora das infra-estruturas

O pepedegá volveu evidenciar no Parlamento o seu nulo interesse pola língua do país. A cousa começou quando o porta-voz nacionalista em assuntos marítimos (Bieito Lobeira) promovia uma iniciativa (secundada por toda a Câmara) para lhe reclamar ao Ministério espanhol de Fomento que respeite em toda a sua documentação oficial o nome correcto dos topónimos da Galiza. Isto é, que se deixaram de fazer castelhanizações estúpidas como Vivero por Viveiro.

A isto, um dos pepeiros respondeu mais ou menos o seguinte: «se o BNG pusera o mesmo interesse nas infra-estruturas como na toponímia, há bem tempo que o comboio de alta velocidade estaria muito mais perto [da Galiza]».

Particularmente acho que é muito difícil que uma infra-estrutura possa chegar ao lugar adequado se nos papéis se lhe indicam lugares inexistentes. Ou seja, que vejo bastante complicado que possa chegar, ponhamos por caso, um comboio de alta velocidade a Villalba, uma auto-estrada  a La Puebla del Caramiñal ou se construa uma nova ponte para agilizar o tráfego em Viana del Bollo. As cousas, polo seu nome, e os lugares, polo seu também ;)

P. S.: avante Sinaliza!

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Galiza Qualidade… linguística

Este furgão foi fotografado em Fontinhas (Compostela) o passado 4 de Janeiro. Duas cousas foram as que chamaram a minha atenção:

  1. O logótipo de Galicia Calidade bem grande e visível.
  2. A restra de topónimos que aparecem no furgão, nem um ao direit: Bayón, Villagarcía de Arosa e Pontevedra.

Ante isto, duas considerações:

  1. Com a lei na mão, não se pode obrigar nenhuma empresa a utilizar o galego. No entanto, uma cousa é esta e outra bem diferente uma invenção arbitrária de topónimos. Os de Galicia Calidade (entidade que depende da Conselharia de Inovação e Indústria, administrada polo BNG) deviam exigir entre os seus requisitos algo tão elementar como o respeito à legislação vigente, o qual inclui também a Lei de Toponímia…
  2. …  segundo a qual os topónimos anteriormente mencionados são Baión (Baiom), Vilagarcía de Arousa (Vila Garcia de Arouça) e Pontevedra (Ponte Vedra).

Nota: tapei deliberadamente com um quadro preto o nome da empresa à qual pertence o furgão assim como os seus contactos, não seja que se confunda a denúncia com publicidade de graça :-D

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Dêem-me um ‘chão’ e não botarão de menos um ‘cham’

Nova aula toponímico-etimológica nestes Caminhos Cruzados. De todas é sabido que a terminação latina -anum deu no nosso galego-português três soluções maioritárias: -ám no ocidente, -au no centro-leste e -ão nalgumas zonas do leste e no resto da Lusofonia (onde se confunde foneticamente com -ãum). O caso é que esta aparente homonegeneidade, na Galiza, não é tão clara, e muitas vezes o afã reintegracionista aparece onde menos se espera… porque a língua, que não é parva, já está inventada, por muito que lhes doa à RAG e ao ILG.

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De Abrolhido a Xuricido, passando por Corujido, Lourido ou Seixido

As línguas românicas, na sua evolução desde o latim, foram incorporando uma série de partículas, mormente prefixos e sufixos, para elaborarem novas palavras ou enriquecer de matizes as já existentes, toda vez que se ia perdendo o sistema de casos e as declinações.

Um desses casos é o do sufixo -ido/-edo, que acrescentado a um substantivo passa a significar “lugar onde há…”. Destarte, botand uma olhada à toponímia do país (e, por extensão, a muitos apelidos) podemos ‘decifrar’ mais coerentemente o significado de alguns nomes de lugar.

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Zas ou Sás? ‘Sesseio’ vs ‘thetacismo’

Mais um artiguinho toponímico. Ainda na costa, tiramos um bocadinho mais cara a zona da Costa da Morte à mão direita e chegamos ao concelho de Sás, ainda que nos indicadores figura como Zas. «Mas como, se todo o mundo lá diz claramente “Zas”!?» Com efeito e, neste caso, vai ser que todo o mundo está errado… relativamente. Prometo dar uma explicação bastante satisfactória. [+…] »

«Eu son son son, do Porto do son son son»

:: sinal da galiza corrigido - fonte: sinaliza.blogspot.comAgora que uma pegadiça canção no-lo traz à primeira tona da actualidade (musical e linguística), e juntamente com uma polémica desatada logo de se saber da existência de um blogue com fotografias de topónimos corrigidos, imos fazer um post toponímico cujo protagonista é, precisamente, Porto do Son/Porto d’Oçom. [+…] »

Quando nem o BNG respeita os topónimos do país

castro_ribeiras_lea.png

A imagem que acompanha este post estava originalmente localizada aqui. Carreguei-a no meu servidor para guardar uma prova da infâmia, da infâmia de uma conselharia do BNG utilizar topónimos em espanhol.

Neste caso trata-se de Turgalicia, uma entidade que depende directamente da Direcção Geral de Turismo, que por sua vez depende da Conselharia de Inovação e Indústria. Quê explicação têm para manter no seu web topónimos espanholizados como um que já farta muito, caso de Castro Riberas de Lea?avoz_ribera.jpg

Por certo, que não são os únicos: a Voz, na sua edição de ontem, fazia outro tanto… ou pior, já que à parte de mutilar um artigo no topónimo original (Castro de Ribeiras do Lea) e de reduzir-lhe o ditongo, também deixava as ribeiras em singular.

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