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Archive for a lusocousa

II DdoOLeR (24 e 25 de Maio de 2008) — A las beirarrúas!

O passado fim-de-semana foi o II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR ‘08). Como todo o que podia contar da celebração já está dito no seu blogue e também o recolhi por aqui, pois o único que posso falar é de que o passámos muito bem, e como amostra o seguinte vídeo… Valençaaaaa! ;-)

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Vamos a sério, Píchi, vamos a sério :O)

:: josé ramom pichelDiz o amigo José Ramom Pichel Campos em Vieiros:

Minha mai Mari Carmen Campos e minha tia sempre se perguntam porque escrevo tão esquisito, quando poderia ser como o resto, aprender, ser boinho e sobretudo escrever bem. Têm razão, as mais sempre querem o bem para os seus filhos, e eu como muitos amigos, amigas, colegas e subcolegas poderia escribir ben sen problema, seguir os ditados do correcto, dicir os reintegracionistas nas cafetarias universitarias que estou dacordo con eles, que si home si, que tender pontes culturais co Brasil sería unha boa oportunidade para a lingua e por tanto para os galegos, pero que queres che diga, temos unha norma, hai que ser disciplinados, a lingua está mal mas debemos facer país, falar galego para facer idem e xogar a ser xenerais Custer, morrendo cos socos postos.

[O itálico é meu para separar a parte isolina do texto da reintegrata… licenças que tomo por ser meu o lbogue :D]

Falou o Píchi e falou bem. Mágoa que alguns radicais não escuitem (neste caso, leiam).

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O galego para Anxo Quintana vs O galego para os reintegratas

O galego para Anxo Quintana…

Anxo Quintana dixit: «¿Para que serve o galego? ¿E para que serve unha nai de 82 anos, con párkinson e incapaz de moverse? Coidámola para que viva o mellor que poida porque é a nosa nai. Pois o galego coidámolo porque é noso e por principios».

… e o galego para os reintegratas:

:: ai, sua garotchiiiinha

Notável diferença :D!!

NOTA: post inspirado por e dedicado ao Miguel, o Suso, o Píchi, o Ramom, o João e o Eduardo.

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Homenagem ao professor Ricardo Carvalho Calero

A Associaçom Cultural ‘A Gentalha do Pichel’, experta em realizar murais reivindicativos (como o «Compostela 100% em galego») e de homenagem (como o feito em memória de Joám Jesus Gonçales), volta surpreender com um belo desenho.

Nesta ocasião, em memória do mestre Ricardo Carvalho Calero, criticando assim que a cidade de Compostela o ‘homenageara’ em seu dia uma rua na que oficialmente não há edifícios (a placa está situada sobre uma parede da R. U. Burgo das Nações, situada na avenida do mesmo nome).

As moças e moços da Gentalha não puderam escolher melhor a contundente frase que reflecte tando o pensamento do mestre ferrolano quanto a veracidade e vigência das suas palavras. Ei-las:


imagem 2 | imagem 3

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O primeiro de Abril vão os burros aonde não devem ir

Este titular, tão pouco anti-estacional (contrário à estação do ano na qual estamos, digo ;)) é para lembrar às galegas e galegos que lêem este blogue (e nem só: a todo o mundo aonde chegar a mensagem) que hoje, dia 28 de Dezembro, não é o dia galego das brincadeiras. Esse dia, dia da mentira, é o primeiro de Abril. Portanto, hoje, como o 6 de Dezembro, nada que celebrar.

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Da recepção das televisões e rádios portuguesas na Galiza

:: bâner da PlataformaA solicitude de uma correcta recepção das televisões e rádios portuguesas na Galiza é uma velha reivindicação de parte do movimento normalizador galego. Especial destaque merece, polo seu empenho, a Plataforma constituída a tal efeito.

Os argumentos defendidos são inúmeros, mas o mais importante é o que tem a ver com a normalização, pois contribui a apagar a barreira mental pejorativa face a Portugal e à variante lusitana (preferiria dizer além-minhota) do nosso idioma. Ao meu ver, poderiam-se resumir em:

  1. Maiores possibilidades de escolha ao aumentar a oferta audiovisual.
  2. Menor impacto da pressão uniformizadora espanhola.
  3. Ao representar um contra-ponto aos mandados madrilenos, alicerce para um desenvolvimento mais normal e autónomo dos meios audiovisuais galegos (nomeadamente dos públicos).
  4. Ajuda à melhora do código linguístico nos meios públicos galegos e, por extensão, da cidadania galega.
  5. Interesse comercial das entidades, organizações, instituições ou empresas galegas com interesse em se anunciarem em Portugal e vice-versa, o qual contribuiria também no mútuo relacionamento transfronteiriço.

No entanto, resultam pouco críveis as escusas dadas polo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no sentido de haver supostas dificuldades técnicas e legais. Sobre as últimas, dizer apenas que a Directiva Europeia de Televisão sem Fronteiras e a Carta Europeia das Línguas Minoritárias e Minorizadas (ambas de obrigado cumprimento para oGoverno espanhol) alentam, promovem, fomentam este tipo de iniciativas. E em quanto as técnicas, seguramente com boa vontade seriam asinha resolúveis.

Menção à parte merece a intervenção do ultraconservador espanhol Mariano Rajoy (recolhida também pola imprensa portuguesa), para quem o importante é garantir o ensino do castelhano na Galiza (e logo não o estava!!?). Roído pola indignação, não posso menos do que compartilhar o assinalado polo amigo Valentim:

Todos temos obsessões no tema da Língua. A minha é a cegueira do nacionalismo galego a respeito do “português” como ferramenta sem igual para alterar o Statu Quo nacional e linguístico. Cegueira que parece incurável apesar de todos os lampejos, de todos as faiscadas que dia sim, dia também podiam dar-lhes um pouco de luz.

Reparemos no vídeo. Perante a proposta de os galegos e galegas poderem ver as TV portuguesas, o líder da oposição, o líder do partido nacionalista espanhol, replica com……. a defesa do castelhano!. É tão difícil de ver?!

Eis a ‘classe’ política espanhola, contra a qual (mais uma vez!) reage o associacionismo galego.

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‘O Pasquim’ n.º 4 — Plus Ultra (anunciado em Vieiros!)

Já está nas bancas do País, conjunta e separavalmente com o Novas da Galiza, o número 4 do seu magnífico suplemento de humor, O Pasquim (sítio oficial, sítio oficioso). Mais uma vez, obrigados à redacção de Vieiros pola publicidade que nos fez no seu blogue, assim como a que já nos têm feito noutras ocasiões.

E para ilustrar este último número, aqui vai a exclusiva versão em branco e preto (devidamente ‘publicitável’ para a ocasião) de uma das charges lá publicadas e que servidor de vocês recebeu de mão, perdão, do pen drive, do sempre modesto mestre O’Sanma. E já sabeis, se não o encontrais nas bancas, para o mês está na internet.

:: bolas da nabiza (o pasquim, n.º 4)

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Isso não é galego, é português vs No hablamos igual

:: isso não é galego, é portuguêsMondongo, canilla, bife, puchero, lavandina, boliche… estas simples palavras são algumas das substanciais diferenças lexicais que existem hoje em dia entre o castelhano espanhol e o argentino. Se a isto acrescentarmos as diferenças morfológicas (vós sabés / tú sabes) ou fonéticas (difíceis de transcrever aqui, mas que intuo conhecem a maior parte de quem lêem este blogue), eis a pergunta: existe o idioma argentino? À vista de No hablamos igual, haverá quem o possa acreditar ;-)

A pergunta vem porque me surpreende a falta de argumentos científicos (até hoje só os tenho visto políticos, quando não a falta total de argumentos) para defender um idioma galego separado do português. Quando se alude a ‘falam diferente’ ou ‘aqui não se diz assim’, e tal, sempre lembro o ultramaravilhoso e nunca bem pago Dicionário Estraviz e, particularmente, o projecto enciclopédico Isso não é galego, é português, ambos os dous disponíveis desde o PGL.

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