O passado fim-de-semana foi o II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR ‘08). Como todo o que podia contar da celebração já está dito no seu blogue e também o recolhi por aqui, pois o único que posso falar é de que o passámos muito bem, e como amostra o seguinte vídeo… Valençaaaaa!
Minha mai Mari Carmen Campos e minha tia sempre se perguntam porque escrevo tão esquisito, quando poderia ser como o resto, aprender, ser boinho e sobretudo escrever bem. Têm razão, as mais sempre querem o bem para os seus filhos, e eu como muitos amigos, amigas, colegas e subcolegas poderia escribir ben sen problema, seguir os ditados do correcto, dicir os reintegracionistas nas cafetarias universitarias que estou dacordo con eles, que si home si, que tender pontes culturais co Brasil sería unha boa oportunidade para a lingua e por tanto para os galegos, pero que queres che diga, temos unha norma, hai que ser disciplinados, a lingua está mal mas debemos facer país, falar galego para facer idem e xogar a ser xenerais Custer, morrendo cos socos postos.
[O itálico é meu para separar a parte isolina do texto da reintegrata… licenças que tomo por ser meu o lbogue :D]
Anxo Quintana dixit: «¿Para que serve o galego? ¿E para que serve unha nai de 82 anos, con párkinson e incapaz de moverse? Coidámola para que viva o mellor que poida porque é a nosa nai. Pois o galego coidámolo porque é noso e por principios».
… e o galego para os reintegratas:
Notável diferença :D!!
NOTA: post inspirado por e dedicado ao Miguel, o Suso, o Píchi, o Ramom, o João e o Eduardo.
Nesta ocasião, em memória do mestre Ricardo Carvalho Calero, criticando assim que a cidade de Compostela o ‘homenageara’ em seu dia uma rua na que oficialmente não há edifícios (a placa está situada sobre uma parede da R. U. Burgo das Nações, situada na avenida do mesmo nome).
As moças e moços da Gentalha não puderam escolher melhor a contundente frase que reflecte tando o pensamento do mestre ferrolano quanto a veracidade e vigência das suas palavras. Ei-las:
Este titular, tão pouco anti-estacional (contrário à estação do ano na qual estamos, digo ;)) é para lembrar às galegas e galegos que lêem este blogue (e nem só: a todo o mundo aonde chegar a mensagem) que hoje, dia 28 de Dezembro, não é o dia galego das brincadeiras. Esse dia, dia da mentira, é o primeiro de Abril. Portanto, hoje, como o 6 de Dezembro, nada que celebrar.
A solicitude de uma correcta recepção das televisões e rádios portuguesas na Galiza é uma velha reivindicação de parte do movimento normalizador galego. Especial destaque merece, polo seu empenho, a Plataforma constituída a tal efeito.
Os argumentos defendidos são inúmeros, mas o mais importante é o que tem a ver com a normalização, pois contribui a apagar a barreira mental pejorativa face a Portugal e à variante lusitana (preferiria dizer além-minhota) do nosso idioma. Ao meu ver, poderiam-se resumir em:
Maiores possibilidades de escolha ao aumentar a oferta audiovisual.
Menor impacto da pressão uniformizadora espanhola.
Ao representar um contra-ponto aos mandados madrilenos, alicerce para um desenvolvimento mais normal e autónomo dos meios audiovisuais galegos (nomeadamente dos públicos).
Ajuda à melhora do código linguístico nos meios públicos galegos e, por extensão, da cidadania galega.
Interesse comercial das entidades, organizações, instituições ou empresas galegas com interesse em se anunciarem em Portugal e vice-versa, o qual contribuiria também no mútuo relacionamento transfronteiriço.
No entanto, resultam pouco críveis as escusas dadas polo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no sentido de haver supostas dificuldades técnicas e legais. Sobre as últimas, dizer apenas que a Directiva Europeia de Televisão sem Fronteiras e a Carta Europeia das Línguas Minoritárias e Minorizadas (ambas de obrigado cumprimento para oGoverno espanhol) alentam, promovem, fomentam este tipo de iniciativas. E em quanto as técnicas, seguramente com boa vontade seriam asinha resolúveis.
Menção à parte merece a intervenção do ultraconservador espanhol Mariano Rajoy (recolhida também pola imprensa portuguesa), para quem o importante é garantir o ensino do castelhano na Galiza (e logo não o estava!!?). Roído pola indignação, não posso menos do que compartilhar o assinalado polo amigo Valentim:
Todos temos obsessões no tema da Língua. A minha é a cegueira do nacionalismo galego a respeito do “português” como ferramenta sem igual para alterar o Statu Quo nacional e linguístico. Cegueira que parece incurável apesar de todos os lampejos, de todos as faiscadas que dia sim, dia também podiam dar-lhes um pouco de luz.
Reparemos no vídeo. Perante a proposta de os galegos e galegas poderem ver as TV portuguesas, o líder da oposição, o líder do partido nacionalista espanhol, replica com……. a defesa do castelhano!. É tão difícil de ver?!
Eis a ‘classe’ política espanhola, contra a qual (mais uma vez!) reage o associacionismo galego.
E para ilustrar este último número, aqui vai a exclusiva versão em branco e preto (devidamente ‘publicitável’ para a ocasião) de uma das charges lá publicadas e que servidor de vocês recebeu de mão, perdão, do pen drive, do sempre modesto mestre O’Sanma. E já sabeis, se não o encontrais nas bancas, para o mês está na internet.
Mondongo, canilla, bife, puchero, lavandina, boliche… estas simples palavras são algumas das substanciais diferenças lexicais que existem hoje em dia entre o castelhano espanhol e o argentino. Se a isto acrescentarmos as diferenças morfológicas (vós sabés / tú sabes) ou fonéticas (difíceis de transcrever aqui, mas que intuo conhecem a maior parte de quem lêem este blogue), eis a pergunta: existe o idioma argentino? À vista de No hablamos igual, haverá quem o possa acreditar
A pergunta vem porque me surpreende a falta de argumentos científicos (até hoje só os tenho visto políticos, quando não a falta total de argumentos) para defender um idioma galego separado do português. Quando se alude a ‘falam diferente’ ou ‘aqui não se diz assim’, e tal, sempre lembro o ultramaravilhoso e nunca bem pago Dicionário Estraviz e, particularmente, o projecto enciclopédico Isso não é galego, é português, ambos os dous disponíveis desde o PGL.
Galeguzo : Cache Maria, agora que me ia desintoxicar dos blogues... voooou!
maría : nominado quedas a un memo... polo meu blogue tes as instruccións
Galeguzo : Maaaano! ;D
maninho : maninho
Galeguzo : Pois obrigado por testares este trebelho... ainda que vou ter de procurar algo melhor que me acresça as datas
Um outro que se pa : Pouca cousa. Apenas parabéns pelo blogue. Queria provar o trevelho...
Galeguzo : 28 de Abril: O Pasquim n.º 10 já está nas bancas do país, oh yeah (mais uma vez)!
Galeguzo : 23 de Abril: esta noite maqueta-se O Pasquim, oh yeah!
Galeguzo : Pois nem ideia, María :p
Maria : Unha pregunta, nos hospitais galegos (en concreto nos de Vigo) hai Wifi?
Galeguzo : testando se isto furrula após a actualização
Galeguzo : Ei galega! onde põe "guest_números" tendes de pôr o vosso nome (se quiserdes, é claro [escrevi a 9 de Abril]
Flip' : ai galera
guest_3461 : nov
guest_3461 : iai
María : boh, sintome mal... vale que coa miña avoa non me levo pero se o lee vou ter problemas en fin, a ver se así aprende un anaquiño dos meus gustos Obrigado pola nominación
Galeguzo : @maria: hehehe
María : Bem... xa tes o meu meme no meu blogue... por certo, espero que os aludidos non lean o meu blogue
Galeguzo : Ala, mais casórios na minha família :-s
Maria : Pero eso, creo que non e novo, creo que foi en agosto ou tal vez en Xullo, non sei que papeis tiven que arranxar no UXA e na fotocopiadora que hai enriba do rincon de vagar, unha senhora, estaba comentando que ela traballaba para unha coperativa, que estaban subindo o prezo do leite e que eles non vian nengun so centimo desa subida, ainda por riba, agora entraba no grupo de autonomos e non estaban nada ledos. E polo de actualizar o meu blogue... e por darlle un toque mais cultural... hehehe Beij
Galeguzo : E com queres que actualize o teu blogue :)? A imagem é dos protestos dos produtores de leite, para quem o custo de tudo subiu, e ainda por riba querem-lhes pagar menos polo leite
María : oes... que eu teño unha conexion peor cas tercermundistas e non podo ver a foto que puxeches hoxe... e xa de paso, cando teñas un anaquiño, podías actualizar o meu blogue, que está máis parado que a poboación española... bicos
Galeguzo : Sexta-feira 7 de Março às 20h, TOD@S no Obelisco da Corunha! Convoca: «link»
Galeguzo : Ainda com jet-lag de Madrid (que vivem a uma hora mais do que nós :p)
Galeguzo : Vendo/ouvindo o debate a três bandas na TVG
Galeguzo : Cumprirá "beliscá-los" bem! Cada vez que os escuito ou leio dá-me uma raiva tremenda, quase dão ganas de emigrar para não saber mais nada deste país :-s
xo : é só por provar o aparelho e dizer que nos vemos na zona do belisco o 7M.
Galeguzo : Tenho q ver se a este cacharro lhe podo indicar quanto se escreveu tal ou qual mensagem, que se não é um pouco 'enútil'
Galeguzo : Novo, novo
araldeira : Glub! um trebelho novo!
Galeguzo : Precisas um computador? Pede-lho a Zapatero: «link»
Galeguzo : Saúdos, "Odemo" Agora mesmo estou a ouvir uma interessante entrevista sobre topónimos do país na Rádio Galega