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Archive for Outros

A minha língua quero na tua boca

A minha língua quero na tua boca
e nos teus lábios nos teus peitos
E no país inteiro do teu sexo
falar com o idioma que nos pertence
Procurar a humidade com a língua que nos une
para dar-lhe nome ao teu corpo
e repetir em cada rio em cada bosque
em cada outeiro da tua geografia
a promessa de quem ama sem palavras
Com o silêncio das estrelas, tam longínquo e singelo

Um poema do Igor Lugris.

Envia as tuas queixas a Ferreira Fernandes

Agora mesmo habilitei um sistema de envio de formulários para enviar queixas a Ferreira Fernandes, esperando que se digne a reconhecer as mentiras botadas sobre o uso do galego na Galiza.

Na página habilitada para isto proponho a seguinte mensagem:

Senhor Ferreira Fernandes, sou galego, e fiquei fortemente indignado após ler o artigo «Modernices filhas de reaccionários» (DN, 03/09/07), da sua autoria. Admira comprovar como alguém que recebeu pela sua trajectória jornalística tantas distinções pretenda enganar de foma tão burda e simplista o público português utilizando argumentos somente publicados em jornais da ultradireita espanhola.

Seria maçador reproduzir todas as mentiras relatadas, mas num exercício de simplificação assinalo-lhe as seguintes:

  1. As aulas em galego não vão ser em todos os jardins-escolas, só numa pequena parte (as chamadas Galescolas)
  2. O hino galego tem o mesmo nacionalismo que muitos outros hinos (e bastante menos do que o português). Por outra parte, é o hino oficial da Galiza e o seu uso está regido na Lei de Símbolos, pelo qual é património de todas as galegas e galegos.
  3. Parece ignorar o senhor completamente a realidade galega. Ainda, e numa atitude com poucos precedentes em alguém que se pré-supõe ‘informado’, ignora a unidade linguística e advoga por uma Galiza pouco menos do que ‘castelhana’ apelando a um rejeitável darwinismo social.

Esperando que reflicta sobre o acontecido, despede-se atenciosamente de si,

- Fulano de Tal

Novato actualiza WordPress, novato escar***a WordPress

Tal e como explico na página de actualizações, há mais ou menos 24 horas intentei actualizar o WordPress (logo de me dar de conta que a versão que instalara para fazer o blogue já estava obsoleta :-p). Como pessoa previsora, realizei cópia do banco-de-dados e de todos os ficheiros (= acesso FTP: copiar-colar).

No entanto, por azares vários que explico no lugar pertinente, o banco-de-dados parecia não querer restaurar correctamente… Afinal, a cousa é que parece que isto vai… ou polo menos a mim. Se tiverdes problemas em visualizar o blogue ou algum apartado não furrula como devesse, avisai-mo a caminhoscruzados [arrb] gmail.com

Obrigado!

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Porque recebo um trackback/pingback deste blogue sobre artigos velhos?

Comprovo nas estatísticas do sítio que vários de vós accedestes a este humilde blogue desde trackbacks/pingbacks que chamavam a posts agntigos dos vossos blogues, tal e como expunha Fer num comentário.

Tal e como explico na página criada para falar das actualizações, essas chamadas procedem de um plugin que instalei neste blogue para importar os artigos e comentários da localização anterior. Espero que saibais desculpar as moléstias ;)

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Falando com propriedade

Às vezes, os tradutores, mesmo que sejam automáticos ou humanos e pertencentes a empresas importantes, cometem cagadas monumentais. Por exemplo, imagino que muitos/as de vós lembrareis quando na web de hotmail estivo pendurado durante meses a mensagem “no recordar my correo en este ordenador“. Vaites com o spanglish!

Pois bem, eu rescatei ontem uma outra, desta volta numa outra ‘língua’ dos tempos modernos, o portunhol:

Tirada ontem à tarde na web de Nedstat, agora chamada Webstats4.

NOTA: o círculo branco é da minha colheita. Cumpre aclará-lo, não vaia ser que me acusem de manipulador!

Estrangeiros na própria terra (II)

Dizia no anterior post, que no dia 29 de abril de 2006, pola primeira vez em muito tempo, me sentim estrangeiro na minha própria terra.

Non nos deixes coa intriga! :D

Tranqüilo, David, que não vou deixar a ninguém com a intriga! Se não continuei antes, foi porque acontecêrom mais cousas e porque não dispugem de conexão a internet. Solucionados os atrancos no caminho, prossigo.

Nesse dia, e no que se seguiu, 30 de abril, participei num encontro que supostamente tinha carácter científico. Acudim acompanhado de uma pessoa muito especial e de um par de colegas, para apresentarmos um total de 6 trabalhos, dous por cabeça (os trabalhos do quarto integrante da ‘expedição’ não foram aceites).

Os trabalhos que quigemos apresentar iam de temas tão diferentes como a fotografia, a fenda digital ou a literatura, entre outros. E, por suposto, predendemos apresentá-los em galego polas seguintes razões:

  1. os trabalhos foram originalmente escritos em galego
  2. por pessoas galego-falantes,
  3. iamos apresentá-los na Galiza
  4. num evento pago com dinheiro público
  5. e em cujas bases se afirmava explicitamente que podíamos fazê-lo.

Porém, o público (na sua maior parte forasteiro) não se mostrou compreensivo com os nossos direitos e fez o possível por boicotar as nossas intervenções com interpelações do estilo “¡en castellano!” ou sonoros “¡ohhhh!” de lamentação cada vez que um de nós subia à palestra falar galego. Isso, por não falarmos de que muito desse público abandonou em massa a sala de palestras.

Visto o visto, numa das intervenções permitim-me lembrar ao público que as bases do encontro permitiam a apresentação em galego e que não se obrigava a ninguém assistir às palestras. A resposta da moderadora foi que “o público merece um respeito”. Em nenhum momento pugera eu em questão o respeito que merece o público, mas alguém pareceu esquecer o fundamental respeito que merecíamos os palestrantes, falândomos galego no nosso país.

Estrangeiros na própria terra (I)

Hoje, pola primeira vez em muito tempo, sentim-me realmente como um estrangeiro no meu próprio país. Ou talvez, ‘estrangeirizado’. E não apenas eu só, mas também outras pessoas galegófonas coma mim.

Por falta de tempo e de ânimo hoje não contarei mais, mas prometo amanhã ou como muito tarde passado dar em falar.

A metamorfose

Outro logótipo e para adiante.


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Suponho que haverá que ir-se afazendo…

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